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26. Monastic Ale

As instituições religiosas possuem uma longa história de produção de cerveja na Bélgica, embora algumas vezes interrompida por conflitos e ocupações, como a que ocorreu durante as Guerras Napoleônicas e a Primeira Guerra Mundial. Pouquíssimas dessas instituições produzem cervejas atualmente, embora muitas tenham licenciado seus nomes para cervejarias comerciais. Apesar da produção limitada, os estilos tradicionais derivados dessas cervejarias foram bem influentes e se espalharam para além da Bélgica.

Vários termos têm sido usados para descrever essas cervejas, mas muitas são denominações protegidas e refletem a origem da cerveja e não um estilo. Esses mosteiros podem produzir qualquer estilo que escolherem, entretanto os estilos indicados nessa categoria são os estilos mais comuns associados a essa tradição cervejeira.

Diferenciamos as cervejas desta categoria daquelas que foram inspiradas pelas cervejarias religiosas. Apesar das alegações de exclusividade, essas cervejas compartilham de vários atributos comuns que ajudam a caracterizar os estilos. São todos estilos de alta fermentação, com uma alta atenuação (“-mais digerível” na Bélgica), atingem alta carbonatação através de acondicionamento em garrafa (“-refermentada em garrafa” na Bélgica) e tem caráter de levedura belga distinto, complexo, com condimentado e esterificado agressivo. Muitas têm teor alcoólico alto.